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07 de setembro de 2010
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O que é a Homeopatia?

A Homeopatia é uma técnica terapêutica baseada no “Princípio da Similitude” - “Similia Simillibus Curantur” enunciado por Hipócrates e organizado sob a forma de uma sistema terapêutico, pelo médico alemão  SAMUEL HAHNEMANN em 1796.

A Homeopatia, foi introduzida no Brasil por volta de 1842, através do médico francês Benoît Jules Mure.

Apresenta como princípios fundamentais:

-         Lei da Semelhança;

-         Experimentação no homem sadio;

-         Diluições infinitesimais (diluição e dinamização).

Os medicamentos homeopáticos foram experimentados em pessoas sadias e a sintomatologia observada (sintomas: mentais, emocionais, físicos, etc ) durante a experimentação, anotadas e comparadas entre os vários  experimentadores.                                                                          

Estas informações correspondem a Patogenesia dos medicamentos, que reunidas formam as várias Matérias Médicas Homeopáticas.

A Farmacotécnica Homeopática também desenvolvida por Hahneman, utiliza procedimentos próprios na preparação dos medicamentos em que os mesmos são diluídos e dinamizados em escalas decimais (DH) e centesimais (CH).

 

Existe ainda a Escala Korsakov (K), preparada em frasco único e comunicada a Hahenmann, pelo General russo Korsakov que aplicou com sucesso a Homeopatia em seus soldados. Temos ainda a escala  Cinqüenta milesimal, atribuída a Hahnemann, mas deixando dúvidas sobre sua autoria, pois só foi tornada pública após sua morte. Anos mais tarde, foi desenvolvida por um outro grupo de médicos homeopatas, uma nova escala, a milesimal (M), preparada em um equipamento denominado de Fluxo contínuo (FC).

 A Farmacotécnica Homeopática utiliza como fonte de seus medicamentos: produtos de origem: vegetal, animal, mineral e bioterápicos (nosódios e sarcódios).

 Como é apresentação dos medicamentos Homeopáticos?

Apresentação dos medicamentos homeopáticos:

GLÓBULOS - Constituídos de sacarose.

TABLETES - Constituídos de lactose.

LÍQUIDOS - GOTAS - Constituídos de sol. hidroalcoólica que pode variar de 10 a 70%.

Sugere-se para maior conforto e aceitação por parte do usuário:

a 10% (animais e crianças ); menor teor alcoólico, melhor tolerância com sabor mais agradável.

a 40% (dispensação líquida para  adultos em geral)

a 70% (dispensação ao cliente ou matrizes da farmácia)

 ENVELOPES / PÓS- Constituídos de Lactose.

Envelopes de papel contendo 0,5g.
Embalagens contendo até 30 envelopes cada.

 Como atua a Homeopatia?

Atua estimulando a Força Vital, a Energia de Cura natural, inerente a todo ser vivo, restabelecendo a Homeostasia, ou seja o estado natural de saúde e equilíbrio. 

Classificação :

a) Bioterapia

b) Isoterapia

c) Lithoterapia

d)Organoterapia

e) Sais Bioquímicos de Schüssler

 

a) Bioterápicos:

São produtos quimicamente não definidos (secreções, excreções patológicas ou não, produtos de origem microbiana). Pharmacopée Française 10* edition – 1983.

 

Bioterápicos do “Codex”:

Obtidos a partir de soros, vacinas, tocxinas, anatoxinas inscritas nas farmacopéias e preparadas por laboratório especializado.

 

Bioterápicos Simples:

Obtidos a partir de culturas microbianas puras  Ex: Colibacillinum, Enterococcinum, Staphylococcinum, etc.

 

Bioterápicos Complexos:

Obtidos a partir de substâncias não quimicamente definidas de secreções ou excreções patológicas e não correspondentes a um produto puro. Ex: Morbillinum, Luesinum, Medorrhinum, etc.

 

Os Bioterápicos são utilizados  a partir de 3CH até 30 CH.

 

b) Isoterápicos:

Auto-Isoterápicos: são também Bioterápicos, mas são preparações extemporâneas a partir de produtos fornecidos pelo próprio doente:

Ex: cultura microbiana, secreções ou excreções, etc..

Hetero-isoterápico: obtidos a partir de alergenos, ou especialidades alopáticas.

 

c) Lithoterapia:

São preparações dinamizadas de minerais de origem natural. São desenvolvidos e utilizados em 8DH.

 

d) Organoterapia / Opoterapia

São produtos preparados a  partir de órgãos sadios liofilizados e dinamizados que podem estimular (órgão em hipofuncão) ou inibir (órgão hiperfunção). Ex: Diabetes – Pâncreas 6 CH .

 

e) Sais Bioquímicos de Schüssler

Correspondem aos 12 elementos minerais principais contidos nos tecidos humanos, por isso denominados os 12  remédios dos tecidos.

 

Farmacotécnica Homeopática:

 As substâncias básicas (TM ou triturações), utilizadas na homeopatia para se transformarem em medicamentos, são submetidas a um processo próprio da farmacotécnica homeopática de diluição e dinamização.
O preparo do medicamento homeopático é um dos grandes segredos da Homeopatia, já que é durante a manipulação que a matéria prima desenvolve o seu potencial terapêutico. Assim, em cada fase da preparação dos medicamentos são seguidas as regras das "Boas Práticas de Fabricação" (GMP), através de um controle da matéria prima, equipamentos e manipuladores.

 Escala Centesimal (Hahnemann)
Nossos medicamentos são preparados pelo método Hahnemaniano de frascos múltiplos, recebendo assim 100 sucussões  para sua dinamização até a potência 30CH e 200CH.

 Escala Decimal (Hering)
Nossa farmácia dispõe de medicamentos na escala decimal, os quais foram feitos pelo método hahnemaniano de frascos múltiplos, recebendo em cada diluição 100 sucussões para sua dinamização.
 

Escala Cinquenta Milesimal
Nossa cinquenta milesimal foi preparada seguindo exatamente o parágrafo 270 da 6a edição do Organon escrito por Hahnemann.

 Fluxo Contínuo (FC)
O método do dinamizador de Fluxo Contínuo (FC) pode ser utilizado para potências acima da 30CH, desde que especificadas o método desejado.

 Triturados
Os medicamentos insolúveis em água e álcool, são preparados por meio de trituração do fármaco com lactose P.A. e encontram-se na forma líquida a partir da 4CH, onde já é possível a sua solubilização. Abaixo a listagem de alguns sais que são insolúveis em água ou álcool nas 3 primeiras dinamizações e somente tornam-se líquidos a partir da 4CH, logo devendo ser solicitados a partir da 5CH:
Argentum metallicum; Arsenicum metallicum; Aurum metallicum; Calcarea carbônica; Cobaltum metallicum; Cuprum metallicum; Ferrum metallicum; Graphites; Platinum metallicum; Stannum metallicum; Zincum metallicum.

 Formas Farmacêuticas:

a) Formas farmacêuticas de uso externo
Gliceróleo: manipulado com solução glicerinada e TM a 10%.
Pomadas: são feitas com vaselina sólida e lanolina, numa proporção de 70% e 30%. Por terem um veículo oleoso, possuem uma excelente penetrabilidade, sendo aconselhadas no tratamento de afecções cutâneas mais profundas . Podemos acrescentar a TM 10%, sendo ela não tóxica, ou o próprio medicamento dinamizado.
Cremes e géis: são formulados com base não iônica. Possuem uma função hidratante e secativa. São aconselháveis no tratamento de moléstias cutâneas mais superficiais que não estejam apresentando pele flegmática (inflamada). Podem estar associados e TM a 10% ou medicamentos dinamizados
Soluções oftálmicas: são feitas com soro fisiológico e TM a 1%.
Soluções nasais: são feitas com soro fisiológico glicerinado a 1%, usando 5% da TM ou do próprio medicamento dinamizado.
Soluções otológicas: são feitas com glicerina e TM a 10%.
Óvulos vaginais e supositórios: são feitos com base apropriada mais TM não tóxica a 10%.


Nota: Manipulamos também qualquer outra forma farmacêutica magistral necessária para melhor veiculação e eficiência do medicamento ou TM, tais como shampoos, loções, sabonetes, etc.

 

b) Formas farmacêuticas de uso interno
Líquidos:

Medicamentos líquidos são dispensados em veículo hidroalcoólico que varia de 10% a 30%, seguindo a prescrição médica. Caso não haja indicação na receita, manipulamos as gotas num veículo hidroalcoólico a 30%. As soluções a 10% são mais indicadas para uso infantil e veterinário, ou para uso direto na boca. Para as doses únicas, caso o médico deseje uma solução hidro-alcoólica deverá indicar na receita, caso contrário dispensamos em água destilada, com validade por 24 hs.

Frasco de vidro âmbar:

15 ml – dose única líquida.

20ml / 30ml : frascos de vidro âmbar com tampa conta gotas.

100ml / 500ml / 1000ml: (Xaropes, soluções medicamentosas).

 Obs: Embalagens de 500 e 1000 ml de Medicamentos Homeopáticos, podem  ser úteis na linha veterinária para animais de grande porte ou locais de criação, onde sejam necessários maior volume de medicamentos, para atender a um grande número de animais.

Frasco de Plástico Natural:

Volume 20ml / 30ml / 60ml: frascos plásticos com tampa conta-gotas.


Sólidos:

São preparados a partir da embebição dos glóbulos (sacarose) ou tabletes (lactose) no medicamento recém preparado em sua forma líquida.

 

Glóbulos n° 7 que pesam em média 65 a 70mg: cada frasco contém em média 220 glóbulos.


Tabletes: pesam em média 60mg. São moldados em tableteiros e preparados a base de lactose e solução alcooólica. Após moldagem são colocados para secar. Após secagem recebem a medicação líquida, pelo método de embebição por 1 hora e demais etapas como descritas acima, para os glóbulos. Cada frasco contem em média 200 tabletes.

Pós ou papéis: cada unidade pesa em média  500mg. São feitos com lactose mais o fármaco.
NOTA: para as doses únicas sólidas - quando não especificado na receita - será aviado:
a) Glóbulo: 5 glóbulos
b) Tablete: 5 tabletes
c) Pó: 1 papel com 500mg, ou 1 cápsula gelatinosa incolor no 0 contendo 500mg do pó.
NOTA: na "LM", será dissolvido apenas um microglóbulo em solução hidroalcoólica desejada. Deve-se prescrever o medicamento com a escala pedida usando o símbolo "LM" seguido da diluição necessária, ao contrário de se usar o símbolo "O/", para que não haja possíveis confusões com o medicamento “Placebum” cuja denominação também é o símbolo "O/", só que seguido do volume desejado.


Relacionamos abaixo alguns medicamentos e as potencias a partir das quais formular:

Antimonium tartaricum: usar após CH3       Ignatia:usar após CH3

Argentum nitricum: usar após CH2             Mercurius solubilis: usar após CH3 Arsenicum album:usar após CH3                Nux vomica: usar após CH3  

Aurum muriaticum:usar após CH2              Phosphorus: usar após CH

Baryta carbonica: usar após CH3                 Pulsatilla: usar após CH3

Belladonna: usar após CH3                         Radium bromatum:usar após CH3

Cantharis: usar após CH3                         Stramonium:usar após CH3Colocynthis: usar após CH2                 Veratrum album: usar após CH3

Gelsemium:usar após CH2

"Técnicas descritas no Manual de Normas Técnicas para Farmácia Homeopática ABFH 2a edição - 1995 e Farmacopéia Homeopática Brasileira 1a edição – 1977.

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